Marketing é Valor

Tenho acompanhado nos últimos anos a progressão do aparecimento de start-ups e de iniciativas empresariais com um conjunto de talentos nacionais sem paralelo. A energia e o talento de pessoas que desde o inicio das suas carreiras optam por criar o seu próprio negócio é nada mais nada menos do que impressionante, e muito bom de ver.

Uma das componentes fundamentais é claro a equipa de fundadores, a sua complementaridade, e quão bons são os skill set de gestão e de criação de produto. Estas duas funções a liderança e a criação de produto, por equipas de engenharia é normalmente bem resolvido. Porque existem bons recursos em Portugal nestas componentes.

A função que sinto faltar à maioria das iniciativas empreendedoras é o marketing e a visão de entender a quem nos dirigimos, e como vamos fazer chegar a nossa mensagem e valor de forma simples a esse target. Como vamos afinal encontrar formas de criar tracção e sobretudo vender.

O foco no marketing é uma das características vencedores das impressionantes startup-ups norte-americanas e israelitas, e quando avaliamos como uma start-up tecnológica venceu uma outra, quase sempre a razão não é a proeza técnica mas sim, o marketing, ou seja a forma como se propagou a mensagem pelo consumidor ou cliente que precisava de nós. E como se fez crescer essa massa de pessoas que usam ou compram o produto.

Neste domínio a falta generalizada de recursos competentes que entendam o marketing de produto à escala global em Portugal é uma das nossas principais fraquezas. Estes recursos entendem como usar técnicas de crescimento que usam o marketing digital, o branding, e a comunicação com os media como pontos primeiros de chegar a um novo cliente. E que sabem criar um orçamento bem definido para lá chegar. E sabem claro implementar daqui para o mundo.

Estas dinâmicas de marketing são criticas para que esta vaga de fundo de empreendedorismo não se perca em um produto excelente, que no final ninguém sabe que existe.

Ao ensino superior é preciso colocar o marketing com ponto central, e é preciso colocar a comunicação pessoal e a comunicação de uma empresa como ponto critico do sucesso, e é preciso dotar as equipas de empreendedores com noções exatas do que precisam, quanto precisam e onde precisam de estar para fazerem com que o seu produto seja “querido”, e comprado em primeiro lugar.

O marketing não é um custo, é o principal vetor de investimento para quem já criou um produto. Marketing é o caminho para o cliente e aquele que cria mais valor para uma start-up. Marketing é a acção necessária para criar tracção e gerar vendas. Marketing é valor.
Artigo originalmente publicado em BETup

Cannes Lions 2013 – Mobile

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Este sábado terminou a edição deste ano do Festival Cannes Lions.

Como fonte de inspiração ficam alguns dos projetos que mais gostei da categoria mobile:

TXTBKS
Ganhou o grande prémio da categoria mobile. Livros e tecnologia low-tech para revolucionar a vida de muitas crianças.
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SECOND LIFE APPS
Prémio Ouro. Ideia muito interessante que tira partido das apps “mortas” que muitas vezes vamos deixando nos nossos telemóveis.
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FREE THE FORCED!
Prémio Ouro para esta campanha – e importante mensagem  – da Associação Nações Unidas, Alemanha.
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GET CASH
Prémio Ouro. Levantar dinheiro sem cartão de débito/crédito. Que jeito que este serviço me fazia!
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WORLD WIDE MAZE
Prémio Ouro para esta divertida iniciativa da Google, como forma de promover o seu browser Google Chrome.
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MOBILE ORCHESTRA
Prémio Prata para este mobile site que é uma verdadeira orquestra!
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Por útimo, deixo-vos com mais uma bela ideia, desta vez não da categoria mobile, mas sim prémio ouro em design. Onde o mobile teve um papel central na iniciativa:

BACK TO VINYL – THE OFFICE TURNTABLE
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Web Analytics 2.0 – Um livro a ter em (grande) conta

 

Já com as malas feitas para partir de férias procurei na estante um livro daqueles que tenho por casa mas que ainda não li. Contudo o meu olhar ficou preso num livro de Avinash Kaushik, que li pelo menos 2 duas vezes e por onde vou passando os olhos com alguma regularidade.

Para quem ainda não conhece Avinash Kaushik, fica aqui uma breve apresentação daquele que na minha humilde opinião será uma das maiores referências em analítica web:

Co-Founder do Google e apelidado como “Digital Evangelist” assume ainda outras funções em empresas de destaque relacionadas com o meio digital. É, sem dúvida, a referência maior de toda a web analytics especialmente devido às suas enormes qualidades enquanto autor, técnico e orador.

Venho então recomendar “a obra” Web Analytics 2.0 de Avinash Kaushik, que apesar de não ser recente, continua bastante actual. Estou certo que grande parte do livro Web Analytics 2.0 tem um carácter intemporal, especialmente porque a sua mais valia não se prende com métricas ou ferramentas, mas porque, acima de tudo, introduz uma forma de pensar e de entender o meio digital.

Contudo o livro, (que eu prefiro chamar de “obra”), aborda vários temas, dos quais destaco alguns por serem absolutamente incontornáveis: programas e ferramentas que devemos considerar na estratégia web, explicação de métricas, definição de KPIs, análises de mercado online, processos de analítica simples e complexos, etc.… a lista continua e é no mínimo espetacular.

Quem pretender adquirir o livro pode fazê-lo aqui. Será sem duvida um dos melhores investimentos que podem fazer, do ponto de vista digital. É uma recomendação que fiz a toda a equipa da Performance Sales e faço agora a todos.

Bom proveito!

Web analytics 2.0 de Avinash Kaushik

Web analytics 2.0 de Avinash Kaushik

A experiência do Google na vida real

Um vídeo interessante colocado pelo Google mostra a transposição da experiência digital para uma experiência da vida real, numa tarefa tão básica como uma ida ao supermercado:

 

Este vídeo ilustra, com uma boa dose de humor, alguns dos erros típicos das marcas que querem atrair consumidores para as suas landing pages, mas em que acabam por criar inúmeros obstáculos, traduzindo-se numa comunicação pouco relevante e até intrusiva.

Na navegação na web qualquer website está à distância de 1 click, pelo que ou as marcas conseguem atrair de forma eficaz os consumidores, com um acesso directo e sem barreiras entre o anúncio de texto e a sua landing page, ou então vão perdê-lo.

Muitas vezes não há uma comunicação integrada entre os anúncios de texto e as landing pages, faltando às marcas “pôr-se na pele” dos consumidores. Basta serem entidades diferentes a gerir a campanha Google e o website para que haja uma ruptura do processo de comunicação. Tipicamente as campanhas Google são actualizadas numa base diária ou pelo menos semanal, enquanto que os websites têm uma actualização menos frequente.

É assim muito importante garantir um bom encadeamento da comunicação de forma a ser eficaz ao longo de todo o funil de vendas: desde a geração do interesse (click) até à conversão em venda.

Diogo Mercês de Mello

Managing Partner Performance Sales

A Economia de Conteúdo

 

Content is King é uma expressão sobejamente popular nos meandros do digital, contudo, nos últimos anos o significado da expressão tem ganho cada vez mais força…e euros! Ora veja-se:

 

Por exemplo, o Google…

…enquanto “grande organizador da internet” passou os últimos anos a aperfeiçoar os seus algoritmos no sentido de combater – e de que forma –  tácticas que comprometam ou viciem a qualidade dos conteúdos apresentados nos resultados do motor de pesquisa.

Para o Google, o conteúdo sempre foi o mais importante e neste momento os algoritmos responsáveis pela “indexação e organização “ da web já apresentam resultados de pesquisa bastante confiáveis, aproximando-se da missão para que foram desenhados: apresentar o conteúdo mais atraente, mais relevante. O mesmo aconteceu com a publicidade apresentada nos motores de pesquisa, é cada vez mais relevante enquanto conteúdo.

 

Separadamente, o Facebook…

…. também tem vindo a desenvolver várias estratégias no sentido de  valorizar o seu conteúdo… e de que maneira. A introdução dos “promoted posts” – um recente formato publicitário do Facebook que permite “publicitar” posts das marcas na timeline dos fãs – é apenas mais uma prova disso mesmo: o conteúdo tem valor…e vale muito dinheiro.

Neste momento, e após a introdução dos promoted posts, são cada vez mais as empresas que investem o seu tempo, criatividade (e euros), a disseminar conteúdos através das redes sociais,  garantindo assim que os mesmos são vistos e acima de tudo, partilhados.

 

As organizações devem criar conteúdo atraente!

Algumas já têm, incluindo empresas como a Intel e a Coca-Cola (entre outras), que desenvolveram departamentos dedicados exclusivamente à produção e partilha de conteúdos: vídeos, imagens, texto, passatempos que chegam até nós através do PC, tablet ou smartphone.

Por outro lado, mas reforçando a mesma ideia, há que ter em conta que o investimento necessário para a criação de conteúdo em formato digital é relativamente baixo quando comparado com os meios tradicionais.

O digital é uma aventura realmente apetecível para as todas as marcas: é barato , tem um grande alcance (reach) e permite estabelecer um diálogo de longo prazo com o consumidor. Gerar conteúdos atraentes é uma excelente forma de começar esse diálogo.

 

Os utilizadores são o epicentro da estratégia

O utilizador tem desempenhado um papel de destaque, senão o mais importante no que diz respeito à economia de conteúdo. Não apenas pela disponibilidade que demonstra em “absorver” grandes quantidades de conteúdos, mas acima de tudo pela enorme capacidade que demonstra em gerar conteúdos.

E não podemos esquecer que existe dentro de cada ser humano uma motivação inata em partilhar. Criar e partilhar representam uma fórmula perfeita, agora resta a cada marca perceber a melhor forma de participar neste jogo. Na era digital e especialmente no que diz respeito à economia de conteúdo, o utilizador é na verdade,  o motor de toda a acção. Deixa de ser um mero alvo (Target) e passa a ser o principio, o meio e o fim de todos os desenvolvimentos.

Já não nos resignamos a ser meros espectadores, somos criadores, disseminadores… utilizadores. Na verdadeira asserção da palavra. Estamos munidos de um vasto arsenal tecnológico pessoal, composto por PCs, TVs, tablets e smartphones, ligados 24H à internet, prontos a carregar e descarregar, gigabytes de conteúdo fresco todos os dias.


Smobile ou o prolongamento da WEB 2.0

Smobile (social + mobile) é apenas mais um termo sexy que alguém inventou para tentar explicar que a WEB e o Social Media estão cada vez mais presentes no nosso quotidiano, ou seja, no telemóvel e no tablet. Andamos e partilhamos, criamos conteúdo “on the go”.

Facebook, Google+, Pinterest, Twitter, Instagram e Foursquare,  talvez assumam um papel de destaque quando de fala do “Smobile”,  mas a lista não acaba:  todos os dias surgem novas plataformas com a premissa clara de “Agregar e Partilhar conteúdos on the Go!”, e que me fazem pensar que o termo WEB 2.0 ganha hoje um significado mais completo.

O valor do conteúdo:

Podemos levantar questões de várias ordens quando falamos de métricas ou conceitos que definam a atractividade ou relevância de um conteúdo, mas negar o seu valor é impossível: o conteúdo é realmente importante. O conteúdo é um gerador de awareness, o conteúdo gera mais conteúdo, gera interacção, gera notoriedade…gera negócio.

Basta perceber como criar conteúdo com valor, como criar valor através do conteúdo! Depois, e não menos importante é preciso entender que esse valor pode ser mensurável. Depois de medido é ainda mais fácil de perceber que o conteúdo não é apenas importante, é um activo estratégico a ter em conta.

 

Rui Marcelino
Head of Marketing – Performance Sales

Sorriso Amarelo

Todos nós já participámos em brainstormings onde a coisa aconteceu. Há um que se ri e outros que fogem por entre palavrões. Depois de uns minutos de ofensas, abre-se uma janela (felizmente há sempre uma) e o processo criativo lá continua. Há quem diga que a flatulência está para o processo criativo como o álcool está para as festas. É um ice-braker. Um poderoso (em alguns casos muito poderoso) desinibidor criativo. Quer dizer que a partir daquele momento vale tudo. Todas as ideias, por mais estapafúrdias que sejam, podem ser apresentadas. A BBDO do Canadá parece ter aproveitado um desses momentos e resolveu criar uma campanha impactante (a dificuldade que é escrever este texto sem fazer piadas básicas). Louve-se a coragem do Ministério da Saúde de Ontário em ter aprovado uma ideia diferente. Uma analogia que quer combater o tabagismo apelando ao ridículo. Mas o melhor é verem com os seus próprio olhos. Já cheira a sucesso nas redes sociais (como repararam não aguentei e sucumbi mesmo à piada fácil).

Minipreço – Estratégia Marketing Digital para a maior rede de supermercados do país

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Pensar numa estratégia para que a marca minipreço estivesse nas plataformas digitais, foi o repto lançado ao WYgroup no inicio de 2012. Como “digitalizar” a comunicação da marca minipreço?

Uma das grandes oportunidades deste pedido de proposta era que pela primeira vez o grupo DIA em Portugal ia apostar nestes canais, não existindo investimento pela marca até então.

O desafio consubstanciou-se em durante o ano de 2012 construir e implementar as plataformas digitais para a Marca: Web Site, Redes Sociais e Aplicação para smartphones.

Garantindo também, em uma primeira fase, a continua atualização e dinamização das plataformas.

1. Web Site

A primeira peça da estratégia foi a construção do web site da marca: http://www.minipreco.pt, que contem não só toda a informação institucional, mas também a localização e serviços das 555 lojas da rede minipreço. Podem encontrar-se também as receitas atualizadas permanentemente, e truqes e dicas, quer de poupança quer de cuidados domésticos.

O web site foi lançado em Junho de 2012, e conta hoje, com dezenas de milhar de visitas mensalmente.

2. Facebook

Após o lançamento do web site, procedeu-se a implementação profissional da presença em facebook, e a sua gestão foi assegurada também pelas agências do grupo. Neste caso em menos de 3 meses a presença no facebook tem mais de 95 mil seguidores extraordinariamente ativos e envolvidos com a marca. Seguir esta página é também garantia de estar a par de todas as promoções da marca: http://www.facebook.com/minipreco. O facebook do minipreço é hoje um autentico ponto de encontro da insígnia, bem como balcão de serviço ao cliente, e também, canal de comunicação direto com a comunidade de clientes.

3. Aplicação Móvel

A última peça da base da estratégia digital, chega agora, desenvolvidas pela Bliss, e integrando em uma perspectiva móvel, uma app para iOS e Android, esta app contêm a localização das lojas, uma inteligente lista de compras, que permite agregar automaticamente itens em promoção, bem como ingredientes das receitas minipreço.

O seu lançamento é recente e pode ser encontrada na App Store da Apple e em Google Play para Android

A primeira fase de construção de uma plataforma que agrega num mesmo gestor de conteúdos, o umbraco, toda a informação acessível em três plataformas: Web, Social, Mobile, está assim completa. É um dos melhores exemplos em Portugal, de progresso de uma marca para campeão de digital, neste setor de atividade económica, em menos de um ano.

Visite o site, siga-nos no facebook, e tenha a App sempre consigo.

O grupo é também responsável por toda a comunicação comercial do minipreço, pelo que deixamos aqui o último Filme TV, especialmente importante para aprender a dar calduços, e descobrir de onde vem o Super Poder, com criatividade da NOSSA.

E os resultados no envio de e-mail marketing?

A disciplina de gestão de e-mail marketing deve associar-se de forma direta à relação das marcas com o seus targets (clientes).

Para tal, as marcas devem responder afirmativamente às seguintes questões:

Target:

Estão a enviar a comunicação para o target correto?

Foram definidas listas de teste para cada campanha? E foram confirmados os resultados dos testes para finalmente enviar para o target final?

Tem a marca autorização para o envio de email para as pessoas na lista?

 

Header (From e Subject)

A marca está incluída no campo de “From”?

O assunto do e-mail está orientado ao beneficio do cliente ou ao objectivo da marca – Vender?

Fez teste sobre os primeiros 30 carateres para saber se faz o cliente abrir a mensagem?

Sabe qual o melhor momento para enviar email marketing para que o seu cliente o leia?

 

Topo do Email ou preview

Foi incluído no e-mail um link para o visualizar online, fora da ferramenta de e-mail?

Está com destaque a marca/logo?

O e-mail inclui um headline forte (que diga algo ao cliente)?

 

Conteúdo do corpo de e-mail

É um e-mail personalizado e próximo do cliente?

O e-mail inclui um beneficio ou call to action?

É claro para o target o que pretendemos que faça, com link visíveis?

São utilizados parágrafos curtos e bullets points para leitura online?

 

Design

As imagens são usadas com moderação e sempre com link?

As imagens estão a ser carregadas com rapidez?

Foram feitos testes com diferentes ferramentas de emails? Como por exemplo Gmail, Hotmail, Outlook, entourage, etc.

Se o e-mail está integrado numa campanha, o mesmo tem um design integrado?

 

Footer

Tem um unsubscribe link a funcionar?

É feita referência á proteção do conteúdo do email à marca?

 

Landing page

É consistente o conteúdo e o design com o e-mail?

É um conteúdo simples e objetivo?

É obvio o call to action?

O formulário de registo é curto?

 

Outras questões

Está incluída uma forma de partilha pelo cliente do e-mail?

Está incluído um mecanismo de subscrição para novos clientes?

Tem o envio incorporado tracking e report?

O envio de e-mail tem em atenção o histórico de comportamento de cliente quanto a dia e hora de envio?

 

Cumprir estas regras garante melhores resultados a curto, médio e longo prazo.

SEO Os Fundamentais da Optimização para Motores de Pesquisa do seu Web Site que a sua agência digital tem de fazer – Parte 2

No primeira parte destes artigos sobre SEO, apresentámos as questões de base e de preparação do processo, nomeadamente, com a avaliação do estado atual, e com a determinação das keywords chave do web site.

Nesta segunda parte vamos falar sobre a implementação do processo de SEO, chamamos a esta fase a criação de conteúdo critico.

  1. O Conteúdo

Os motores de pesquisa, seja o Google (que representa 90% das pesquisas em Portugal) e o Bing, necessitam que exista conteúdo correlacionado com as keywords que queremos fazer sobressair. Mas esse conteúdo tem de estar em áreas do site devidamente organizadas para que os motores de pesquisa indexem bem esse conteúdo.

  • As páginas mais importantes

Estas páginas, tal como as keywords, são onde o nosso consumidor irá encontrar conteúdo relevante para as keywords que colocou em pesquisa. É importante que as páginas não sejam apenas a colecção de imagens e/ou pequenos textos.

As páginas devem apresentar sempre de forma não exagerada as keywords, apresentando-as nos títulos das páginas, nos títulos de paragrafos e durante o conteúdo. Porém exagerar na sua presença leva a que os motores de pesquisa percebam que se trata de exagero…

Mas as páginas são o local onde devemos argumentar sobre o nosso produto, e dar ao consumidor a informação, clara, concreta e concisa que ele necessita.

  • Rescrita

Como referimos no paragrafo anterior escrever de forma natual os conteúdos sobre o nosso produto, incluindo as keywords alvo é uma das tarefas mais importantes de um processo de SEO.

Caso os conteúdos sejam diminutos, ou apenas presentes em imagens, ou não incluam as keywords, estes devem ser reescritos segundo as melhores práticas de conteúdo para web.

Para maior detalhe de cuidados a ter na rescrita ver este artigo (em inglês): http://webdesign.about.com/od/seo/a/seo_content.htm

  • Link building

Não se conhece com exatidão o algoritmo com que o Google ou outros motores de pesquisa ordena os resultados da pesquisa, mas uma certeza existe, uma enorme parte dos resultados é influenciada por link de outros sites, e a importância que este sites têm na internet, ou no caso do Google, o seu Page Rank.

Nota: É fácil avaliar o page rank de um web site: http://www.checkpagerank.net/

Assim após a devida rescrita do conteúdo, devemos começar um programa de link building, que pode começar com sites associados, de parceiros, de associações do sector ou de retalhistas ou de revendedores.

Quanto mais desseminado os links para o conteúdo relevante estiverem mais importante o nosso site se transforma para os motores de pesquisa.

A existência de blogs que comentem e criem links para o conteúdos relevantes é muito importante também.

Outra actividade é a existência de noticias disseminadas nos meios de comunicação social online, estes se contiverem links para o site ajudarão muito à importância do web site. isto porque a maioria destes sites têm um Page Rank muito elevado.

Mas é importante reiterar que um programa activo e permanente de “link seeding” irá melhorar enormemente a classificação do site nos motores de pesquisa.

Lembrem-se: Os motores de pesquisa dão mais importância ao que os outros dizem de nós do que nós dizemos de nós próprios.

Continuaremos este assunto na terceira parte do artigo.

Medicare – uma marca nascida na net

Um bom exemplo de como uma marca pode nascer e crescer em meios digitais é a Medicare.

Trata-se de uma marca portuguesa que comercializa planos de saúde e que desde 2012 começou a investir em meios digitais, em especial em Google e em Email Marketing. Sendo uma marca que nunca investiu nos medias mais tradicionais, como TV, Rádio ou Imprensa, a evolução da sua notoriedade é ilustrativa do efeito viral dos meios digitais, como se pode facilmente perceber no Google Trends:

Logo_Medicare1

Evolucao_medicare

A estratégia de investimento em meios parece ter sido uma aposta ganha:

  • Maior retorno do investimento – além dos meios digitais serem mais baratos por natureza, o recurso a performance marketing tem aumentado ainda mais a rentabilidade da campanha, já que a marca só paga os anúncios que gerarem clicks para o seu site, não pagando nada pelo volume elevado de impressões que não geram click, mas que contribuem activamente para o reforço da sua notoriedade
  • Maior eficácia de comunicação – um contacto em contínuo e de forma consistente com diferentes segmentos de consumidores
  • Maior flexibilidade na gestão de campanhas – a campanha vai sendo afinada em função dos resultados em tempo real, minimizando-se os compromissos de investimento à cabeça

A Medicare é um exemplo de uma marca que pôs todos os ovos no Digital e que se poderá hoje em dia projectar nos meios offline com muito maior capacidade.

Diogo Mercês de Mello
Managing Partner da Performance Sales